10 COISAS QUE APRENDI MORANDO EM OUTRO PAÍS

안녕 안녕 여러분!

Nesses quase 1 ano e 4 meses morando em terras coreanas e compartilhando minhas viagens e aventuras com vocês, decidi fazer um post mais pessoal sobre o que eu aprendi vivendo longe do Brasil.

1. PRESENÇA É DISPENSÁVEL!

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…Mas ainda sinto falta.

Sempre fui uma pessoa dependente de carinhos e abraços, mas quando se está morando 17 mil quilômetros de distância de todos que ama… Como faz? A amizade permanece. Nessa “era virtual” de redes sociais e mensagens instantâneas pode parecer óbvio dizer isso, mas mesmo pessoas que moram na mesma cidade se distanciam porque “não se veem há muito tempo,” e isso não me afetou!

Dias ou semanas se passam sem troca de palavras, mas minha amizade por muitos continuou inabalável.

2. DEIXE IR!

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As coisas vão mudar tanto que algumas vezes você vai ficar confuso.

Parece que, quando moramos em outro país, as coisas acontecem muito mais freneticamente, fora de nosso controle. Os acontecimentos nos pegam de surpresa e temos que aceitar. Não podemos nos deixar acostumar, tudo vai mudar.

No Brasil, estudei 8 anos na mesma escola no Fundamental, a mesma por 2 anos no Ensino Médio, morei na mesma casa por 23 anos, constância era tão presente na minha vida que eu posso dizer que mudar de país foi a primeira e maior mudança da minha vida, e daí pra mais. Os primeiros meses estudando com pessoas com quem quanto eu mais conversava, mais me apegava, e daí… sem aviso prévio, dentre os cinco primeiro meses, cinco deles voltaram para seus países. Assim, do nada. Morei quatro meses em um quarto, e  um dia apenas bateram na minha porta “você tem que mudar de quarto, e é até hoje de noite.” Assim, do nada. Mais oito meses passaram, recebo um e-mail “até dia 28 de agosto você tem que mudar de prédio.” Assim… do nada.

Em três meses, vai tudo mudar de novo. A amiga que eu vejo todo santo dia vai morar numa cidade diferente de mim, eu vou mudar de cidade também, vou mudar de Universidade, de casa, de rotina… As mudanças apenas acontecem, e nós aprendemos apenas a ir junto.

3. DESAPEGA, DESAPEGA!

 

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Não espere apenas o Natal para doação, faça sempre que puder!

Mesmo antes de chegar aqui, eu já tinha aplicado o espírito do “desapega” na minha mudança; me desfiz de mais de 100 peças de roupas e 20 pares de sapatos que eu nem sabia porque eu tinha tanto a princípio.

Ainda, a cada 2 meses mais ou menos, eu dou uma geral no meu guarda-roupa e entrego pra doação uma porçãozinha de roupas. E sempre que eu compro algo (que nem acontece com muita frequência), eu sinto a necessidade de me livrar de algo. Tornou-se um hábito delicioso de não ter tanto e sempre poder ajudar com doação!

4. ECONOMIZAR!

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Todo o dinheiro que eu não gasto. lol

No Brasil, eu já não era de gastar muito (limitado à alimentação, transporte e de vez em quando uma roupinha de promoção na Marisa ou na Renner.) Aqui, eu dependo do dinheiro da bolsa, de onde sai pagar minha moradia, alimentação, materiais escolares, transporte, as coisas pra limpar o quarto e lavar roupa, etc…

Serviu mais para me descobrir uma não-esbanjadora. Gasto o necessário, consigo me fazer um agrado de vez em quando, e economizo dinheiro todo mês.

5. BRASIL DO SAMBA, DO FUTEBOL, DAS PRAIAS!

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Coreanos também amam futebol, btw.

Nunca me incomodei da “fama” do Brasil pelo mundo ser samba e futebol. Mesmo nós, brasileiros, etiquetamos outros países baseado no pouco que conhecemos deles. Sim, é a primeira coisa que eu ouço quando falo que sou brasileira “Samba! Soccer! Neymar! Rio de Janeiro!” e, muitas vezes, foi me olhando refletida no brilho do olhar do coreano, chinês ou europeu que diziam essas palavras em voz alta.

Claro que o Brasil é muito mais que isso, mas por que precisamos exigir que os outros conheçam nosso país detalhadamente? Em vez de reclamar, ensine! Quantas conversas gostosas eu tive falando que “Sim! Tem samba, mas tem MBP! Sim! Tem futebol, mas eu também amo o time de vôlei! Sim, tem praias, mas tem uma cachoeira no Goiás que é linda!” 

Aprendi que todo país tem suas palavras-chaves, que o mundo inteiro usa como forma de lembrar do lugar e, desde que não seja nada pejorativo, podemos abraçar esses títulos e usar nossa brasilidade para aumentar a lista. ♥ 

6. SEM FRESCURA PRA COMIDA!

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Como pode ter existir tanta coisa gostosa?

É, eu era bem chatinha com comida no Brasil. Meu cardápio era limitado, não explorava muitos novos sabores, nem muitos novos lugares, nem nada exótico. Descobri n coisas que eu gosto muuuuito e nunca imaginei que fosse conseguir comer sem uma caretinha básica. Bebidas inclusas! Por achar novas preferências, minha cota de quatro copos de coca-cola por dia caiu para drásticos três por semana, isso quando eu bebo.

7. O MUNDO ESTÁ CHEIO DE GENTE BOA!

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…oferecendo ajuda (e comida)!

Vemos tantas notícias que abalam nosso humor, tanta maldade no mundo, injustiça que nos entristece… Mas, ainda que os responsáveis por esses episódios sejam os protagonistas dos jornais, existe uma legião de heróis anônimos que fazem diferença, constroem sorrisos com ações que, para eles, são corriqueiras, mas para nós são tão significativas que nos marcam para sempre.

Eu ainda lembro da senhora que me ajudou a comprar absorvente na minha primeira compra no mercado, o rapaz que me ajudou a conversar com o caixa da padaria, as meninas do café que viram que eu estava sozinha e sentaram comigo pra conversar, a moça que me ensinou a falar um número grande demais em coreano, o menino que me ajudou a carregar as malas quebradas no dia que eu cheguei na Coreia, o garçom do Outback que me deu um post-it com mensagem de aniversário, o pai do idol que deu carona pra mim e pra minha amiga até o metrô, e a tia do mesmo idol que fez um bolo de Chocopie pra minha amiga que estava fazendo aniversário, o segurança do Inkigayo que conversou a tarde inteira comigo e minha amiga, a professora que viu que eu estava chateada e veio conversar comigo…

Talvez, eles nem sem lembrem de mim, mas eu lembro vividamente do sentimento de cada um desses dias.

8. CORESPORTUGLÊS!

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Dois estrangeiros conversando.

Idioma não é barreira. Você não precisa ser fluente em nenhum idioma para conversar com alguém, um pouquinho de tudo constrói conversas engraçadas e inesperadas, mas ainda muito especiais e gostosas.

Inglês está perdendo o posto de idioma universal para a junção de línguas (pelo menos, no Universo dos estudantes internacionais que estão com um pé em cada idioma e as mãos e as cabeças em outros.)

9. NACIONALIDADE ≠ PERSONALIDADE!

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E todo mundo pode ser amigo! ♥

“Brasileiros são barulhentos, coreanos são fechados, estados-unidenses são mal-educados, russos são ríspidos…” Vários adjetivos que vemos serem acoplados à nacionalidade caem por terra quando vivemos num ambiente multiétnico.

Claro que costumes constroem um indivíduo, e cada país tem costumes diferentes, mas a essência humana ainda é a mesma; o humor pode ser diferente, mas ainda faz rir. A gente cresce por dentro, aprende mais, e aprende, principalmente, a admirar como variedade é algo maravilhoso.

10. PLANOS NÃO PLANEJADOS SÃO ÓTIMOS!

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What a wonderful world~

Claro que vamos pra outro país já pensando nos mil lugares que podemos ir e coisas que podemos fazer, planejamos, colocamos no papel, mas alguns dos melhores momentos vão ser aqueles dias que você se perdeu e descobriu um restaurante novo, aquele dia que você precisou ir no centro da cidade de última hora e estava acontecendo um desfile de Moda ao ar livre… Não apenas explore a cidade, mas deixe ela te mostrar pra onde ir também!


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2 comentários em “10 COISAS QUE APRENDI MORANDO EM OUTRO PAÍS

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  1. Adoreeeii o post, Umii!! O Tópico número 9 foi o que mais gostei, ano passado eu tive a oportunidade de fazer um curso nos eua por um mês, e antes da viagem, eu tive que fazer um curso preparatório e tals. E em determinado tópico desse curso eles nos deram um mini manual de viagem que citava algumas diferenças entre os brasileiros e americanos e como a gente tem que se comportar perto deles, o que a gente podia ou não fazer para evitar desentendimentos. E cara, eu fiquei foi com medo dos americanos antes mesmo de embarcar, por que no manual falava que eles eram pessoas frias, que não gostam de aproximação e essas coisas.
    Mas quando eu cheguei lá foi tudo muito diferente kkkkk, grazadeus
    Bjoos

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